Cada língua guarda uma categoria como uma nuvem no espaço acústico. Projetadas no eixo que melhor as separa, viram duas gaussianas: quanto mais perto os centros, mais elas se confundem. As linhas tracejadas são os falantes de uma língua só; as preenchidas, os bilíngues — que tendem a comprimir o gap e a habitar o meio. Afaste os centros ou aperte a compressão e veja a zona ambígua respirar.
Não há um ponto em que duas categorias “viram uma só”. Há só uma curva: a sobreposição cresce à medida que a separação encolhe. O ponto azul é o falante monolíngue; o âmbar, o bilíngue — sempre um pouco mais acima, num espaço um pouco mais partilhado.